As chapas “Marielle, presente! Por um CA de luta” e “Contra a Maré” trazem a ‘honra à ancestralidade’ e ‘pressão e organização’ como principais valores.
O debate ocorrido no dia 23/06 entre as duas chapas concorrentes às eleições do Centro Acadêmico de Ciências Sociais foi marcado pelo desvio de perguntas, deboche e denúncia de falta - e procura - de diálogo no Campus Guarulhos.
A chapa Marielle Presente, formada primordialmente por calouros, trouxe ao debate os valores pelos quais presa como: Integração da Universidade à comunidade ao redor e visão pluralista de fazer política. Associada ao DCE, a chapa foi questionada por ter o apoio de um “coletivo que não integra e já fez reuniões sem comunicar” durante a sessão de perguntas dos ouvintes.
Abrindo o discurso, a Contra Maré deixa claro que a chapa acabou se formando ao acaso com a participação e encontro recorrente de estudantes em atos e ações pelo campus. Afirma, também, que o CA é um espaço de comunicação para a apresentação de propostas, além de um espaço de integração. Tem participantes envolvidos com o CESP, UJC, Madame Satã, Núcleo Negro e Fogo no Pavio enquanto Marielle Franco tem parcerias com a Escola Comum, Comitê Anti racista e Correnteza.
A denúncia de falta de diálogo com os estudantes calouros apareceu nos discursos da chapa Marielle e foi rebatida com o argumento da concorrência de que a própria chapa Contra Maré corre atrás dos projetos que faz. Essa última, entretanto, foi questionada quanto a depredação de posters no campus: “fomos interrompidos e atacados em diferentes momentos. Não queremos mais um estigma de rivalidade”, diz a chapa Marielle ao final do debate.
Publicado no Volume 1, dia 27/06/2022.
Escrito por Artur Santos (Ciências Sociais).
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